segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novo passageiro

Gostaria de interromper a programação normal para dar boas-vindas a mais um habitante do planeta Terra: o Pedro. Nascido na quinta-feira passada, ele veio para nos lembrar que a vida faz muito mais sentido quando gera mais vida. Parabéns aos pais, Mauro e Karina - que a vida do Pedro tenha apenas as decepções estritamente necessárias e que seja repleta de alegrias totalmente desnecessárias.

Um abraço.

Onde estás que não responde

Uns dias atrás fiquei muito impressionado ao constatar o tanto que as pessoas entendem pouco sobre ética. Pensei comigo mesmo: não é possível que tanta gente esteja enganada - deve ser eu que estou vendo coisas onde não tem.

Mas ainda bem que não costumo me dar ouvidos (meus conselhos para mim mesmo sempre são péssimos), pois, mais tarde, tive a epifania: ninguém gosta muito de pensar sobre ética quando está sendo antiético. Comportamento humano básico: se alguém concorda comigo, eu devo estar certo. Se muita gente concorda comigo, devo estar certíssimo - como já pensava Hitler.

A ética não está na opinião dos nossos amigos.

Mas onde ela está? Ainda não descobri, mas assim que chegar a uma conclusão, posto aqui. Ultimamente tenho tido muita oportunidade de pensar a respeito do assunto.

Death Note

O que você faria se tivesse o poder de matar sem ser punido? Essa é a premissa por trás de Death Note, um mangá japonês que virou frisson nos EUA e que também virou Anime. Para os não-iniciados, mangá é história em quadrinhos e anime é desenho animado em japonês.

Um demônio perde um caderno na Terra e esse caderno tem o seguinte poder: toda pessoa que tiver o nome escrito nele irá morrer. Quem escreve precisa ter o rosto da pessoa em mente, ou o caderno não funcionará (isso evita que homônimos sejam assassinados sem querer). O assassino pode ir mais além e escrever também a causa da morte e detalhar as circunstâncias em que a morte vai acontecer.

O detalhe é o seguinte: o caderno vai parar na mão de um menino que decide matar apenas criminosos. E a próxima questão é: as pessoas vão considerá-lo um criminoso também - ou um herói?

Há alguns anos cultivo um roteiro parecido para um livro. Chama-se O Assassino Simpático. A idéia é um grupo de criminosos que mata apenas políticos corruptos e acima da lei. Gente como o Roriz ou o Renan (esses nomes são fictícios e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência). Confesso que não pensei em incluir demônios e poderes sobrenaturais na história, mas posso reconsiderar agora que já sei que, no mangá, fez sucesso.

domingo, 4 de novembro de 2007

A Copa do Mundo é Nossa

Tenho tudo para estar feliz com a escolha do Brasil para ser o país sede da Copa do Mundo de 2014. E, para sua comodidade, relaciono os motivos:

1. Devo estar vivo até lá. Não garanto o estado, mas as probabilidades de conseguir ir a um jogo são boas.
2. Gosto de futebol. Menos do que já gostei, mas ainda o suficiente para me empolgar com um jogo de seleção brasileira, que, ultimamente, tem feito de tudo para minar minha paixão pela bola. A Seleção ainda tem sete anos para me desestimular, mas acho que a paixão agüenta até lá.
3. O Brasil mostrou, no Pan, que, pelo menos aos olhos do mundo, é capaz de organizar um evento esportivo internacional. Os turistas gostaram, os atletas gostaram, a Globo gostou e até a Istoé e a Veja gostaram. Quem não gostou muito foram as emissoras de esporte de canais a cabo,que tiveram problemas de infraestrutura para a transmissão, mas o que esse povo entende de esporte, não é mesmo?
4. Trata-se de uma oportunidade para investimento em infra-estrutura. Não só esportiva, mas saúde, segurança e transporte devem receber investimentos que estavam há muito adiados.
Só uma coisa me impede de vibrar com a história toda: será mais uma oportunidade para roubo, superfaturamento, concessão de privilégios, orgias mercadológicas (e de outros tipos, mais tradicionais – mas em relação a essas, a única coisa contra é que não me convidam) e safadezas outras.
Citei mais de um item, mas trata-se de uma coisa só: a safadeza do brasileiro que está no poder: do presidente ao empresário, passando pelo traficante, somos um país administrado por pessoas mais interessadas em se aproveitar de uma oportunidade do que oferecer a oportunidade para todos. Se precisamos de uma Copa do Mundo para que haja investimentos em áreas prioritárias, que seja. Mas é muito difícil ficar feliz com isso.