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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O melhor emprego do mundo


Há alguns dias atrás, vazou um documento interno da Valve: uma cartilha que eles dão para os novos funcionários da empresa. Pra quem não sabe, os caras da Valve são os criadores de uma pequena franquia de jogos chamada Half-Life, dos fenômenos online Team Fortress e Left 4 Dead e, claro, do mais eficiente sistema de venda de jogos online que existe, conhecido como Steam.

A empresa fatura milhões por ano, é sinônimo de qualidade e de respeito ao usuário e é considerada por muitos como um dos melhores lugares do mundo pra se trabalhar. E agora a gente sabe por quê.

A cartilha, escrita com muito bom humor, avisa aos novos funcionários para não entrar em pânico, pois eles têm certeza de que você nunca trabalhou em um lugar assim e que é normal levar um tempo pra se acostumar. Olha só algumas das diretrizes da empresa:

. Não existe chefe na Valve. Você não presta contas a ninguém e ninguém te diz o que fazer. Você trabalha no que você quiser e não precisa ser nem dentro da sua especialidade. Eles, inclusive, encorajam você a trabalhar fora da sua especialidade. Os donos da empresa não são seus chefes – se eles te pedirem pra fazer alguma coisa, você pode dizer não.

. As mesas e cadeiras têm rodinhas. Elas são um símbolo de liberdade, mas também são usadas para, literalmente, mudar sua mesa de lugar quando você bem entender. Todos os seus sistemas (telefone, computador) são ligados por uma única tomada – você despluga a tomada, leva sua mesa para onde bem entender e liga em outra tomada de novo. Para achar alguém dentro da empresa você precisa recorrer à Intranet da empresa, que rastreia onde os computadores estão ligados.

. A empresa conta com sala de massagem, área de entretenimento, área de Buffet, área de descanso e academia. Eles encorajam você a usar todos esses espaços sem sentir culpa, quantas vezes por dia você quiser.

. Eles consideram trabalhar até tarde todos os dias sinônimo de ineficiência.
. Quando você tiver a fim, pode trabalhar de casa – não precisa inventar desculpa pro seu chefe – até porque você não tem um.

. Você recebe participação nos lucros da empresa. Como isso é feito? A solução é genial: uma vez por ano você é avaliado por todo mundo que trabalhou junto com você em alguma coisa. Essas pessoas te dão nota em uma série de itens e também apontam onde você pode melhorar. Os itens formam um “score” e o seu salário é revisto de acordo com a sua pontuação. Além disso, você recebe, de forma anônima, todas as dicas que te deram para melhorar. Ou seja, ultimate peer evaluation. Não tem chefe pra puxar saco e, se você abusar da liberdade que te deram, sem responsabilidade, isso vai refletir direto no seu bolso.

. Ninguém nunca foi demitido da empresa por cometer um erro. Eles incentivam o pensamento criativo e atitudes de risco.

. Tudo o que você fizer precisa ser feito com o consumidor em mente.

Funciona? Os salários da Valve são os maiores do mercado e, como eu falei antes, os caras estão nadando em dinheiro e reputação. A empresa não é muito ágil, mas eles também não precisam ser – ao menos por enquanto. O segredo está em quem contratar, pois não é qualquer pessoa que consegue se adaptar a esse tipo de ambiente: tem que ser alguém criativo, altamente motivado, que sabe trabalhar em equipe e que, principalmente, gosta e acredita no que faz. E aí? Vai mandar seu currículo?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Palavra nova

Todo mundo diz que ler é muito bom, mas acho que esse conceito é muito genérico, pois, na verdade, o proveito que se tira da leitura vai depender muito do que se lê, certo?

O meu blog, por exemplo, é uma perda de tempo danada. E você há de concordar comigo que é melhor não ler nada do que ler as fotolegendas da Caras.

Em todo caso, como evito seguir meus próprios conselhos, ultimamente eu estava lendo bastante porcaria: uns quadrinhos antigos meio bestas, Veja online (que anda mais preocupada com entretenimento que com notícia), rótulo de sardinha e uns contos meio obscuros de autores completamente obscuros.

Foi quando me deparei com a palavra teleretismo. Não sei exatamente onde – pode ter sido até no rótulo de sardinha – pois quando leio porcarias eu fico num estado de semiconsciência. Um torpor auto-induzido pra proteger as partes mais sensíveis do meu cérebro de uma Paulo Coelhada.

Fiquei com a palavra na cabeça sem saber seu significado por umas duas semanas até que resolvi consultar o dicionário, pois não costumo colocar palavras que desconheço no Google, a última vez que fiz isso a imagem que apareceu me dá pesadelos até hoje.

Enfim, acabei descobrindo o que é teleretismo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os posts que eu não fiz em 2011 - PARTE 1

2011 foi um ano diferente, no qual minhas prioridades não foram escolhidas por mim, mas pelo destino (ou o acaso, que é o primo sacana do destino). Por conta disso, muito do que planejei não aconteceu, inclusive uma série de crônicas, que foram ficando arquivadas na memória (do computador, que a minha já deu pau faz tempo).

COSPLAY
Pra quem não sabe, COSPLAY é a abreviação de Costume Play, que é basicamente se fantasiar de algum personagem famoso (quase sempre de filme ou videogame). Embora a maior parte dos cosplayers seja de adultos barrigudos com mais senso de humor que senso de ridículo, este também é um universo repleto de gatinhas nerds (sim, elas existem).

Uma tal de Konoe causou o maior sassarico na Internet lá pelo começo do ano, por três motivos, em ordem inversa de importância:
1. As fantasias dela são bem feitas.
2. As fotos são razoáveis e imitam bem o clima do videogame.
3. Ela é bonitinha e não se incomoda de pagar peitinho.

ANÚNCIO DA MAZDA

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Beijundas

Todos sabem que tenho a mente mais suja que pau de galinheiro, mas nessa questão precisamos ser razoáveis e honestos, pra não dizer realistas: esse emoticon que simboliza beijo parece mais dois bracinhos botando a bunda pra fora. É ou não é?

Toda vez que alguém manda isso pra mim eu visualizo a pessoa me pagando um bundalelê, o que não é nada agradável especialmente se é e-mail de algum marmanjo barbado (cujas chances da bunda ser cabeluda também são altas).

Enfim, muitos <3 para todos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Livros difíceis

Confesse: você já largou um livro no meio não porque a história era ruim, mas sim por absoluta falta de compreensão ou paciência. Normal. A leitura, assim como todas as outras coisas que dão prazer, tem hora que não emplaca - como rodízio de pizza depois da feijoada ou sexo sem camisinha. Ou... Enfim, antes que eu me perca nas metáforas esdrúxulas aqui vão alguns exemplos dos livros que ganharam de mim:

1. Ulysses, de Joyce: esse, na verdade, nunca nem abri, de medo.

2. As 1001 noites: tem dois anos que este é o meu livro de cabeceira antes de dormir. Todo dia leio um pouco. Acho que, inconscientemente, estou tentando reproduzir a história em tempo real. É um livro até fácil e gostoso de ler, mas não adianta: todo dia leio um pouquinho e abandono para dormir ou ler outra coisa.

3. Empolgado pela série de videogame Dynasty Warriors, resolvi certa vez encarar o Romance dos Três Reinos, livro clássico Chinês no qual a série de jogos se baseia. Com quase mil páginas, o livro era maior que lista telefônica lá de casa – e tinha mais personagens que a lista telefônica! Pela página duzentos, tinha uns 30 sujeitos cujos nomes eram pequenas variações de Zhang Lu (e mais outros dois mil outros caras). Nem precisa dizer que voltei a acompanhar a história da reunificação da China e da revolta dos turbantes amarelos apenas pelo videogame. O que também não é exatamente compreensível, mas pelo menos dá pra saber que o tal do Lu Bei pulava três metros de altura, comia arroz do chão, brilhava quando tava puto e matou umas 15 bilhões de pessoas, todas com a mesma cara – mas pode ser que o videogame tenha usado alguma licença poética.

4. Grande Sertão Veredas, do Guimarães Rosa: esse eu li, mas não li. Porque eu entendi uma coisa e o texto dizia outra.

5. Qualquer coisa do Paulo Coelho: li O Alquimista e o Diário de um Mago, mas meu pai e minha mãe sempre me orientaram a ficar longe das drogas e, portanto, parei.

6. A Ilíada, de Homero (se é que existiu um Homero e se é que ele escreveu a Ilíada)- em verso e em inglês, quando meu inglês ainda não era lá essas coisas. Outro que cheguei até o final, mas entendi mesmo 30% da coisa toda, com boa vontade. Ainda tenho o livro, que de vez em quando me olha com ar de superioridade da estante.

Curiosamente, nunca tive esse tipo de problema com a Agatha Christie. Já li toda a obra dela umas duas vezes. Ahh, a boa e velha Agatha- em minha adolescência fui diversas vezes para a cama com ela... Pois é, o livro de mistério é a receita perfeita para o cérebro preguiçoso, pois, no finalzinho, o detetive sempre faz um resumão da história antes de revelar o assassino.

domingo, 7 de agosto de 2011

Temperinho caseiro

Se você revirar meus posts passados, vai encontrar um que fala sobre um bando de cientistas que realizaram um experimento que poderia ou não criar um buraco negro no centro da terra. A ideia não era das mais felizes, mas, pelo menos, a coisa toda estava sendo supervisionada pelos governos de três países diferentes.
Entra em cena o sueco Rich Handl, um cientista louco da vida real que decidiu ver se conseguia realizar uma fissão nuclear em casa.
Você leu certo: sabe-se lá como, o cara conseguiu acesso a urânio, rádio e amerício, botou tudo numa panela e acendeu o fogo, na tentativa de criar um reator nuclear caseiro. E o objetivo não era nem economizar na conta de luz. O cara simplesmente queria ver se era possível.
Os relatos da experiência – incluindo fotos do meltdown causado no fogão - você pode acompanhar no blog do rapaz (link abaixo), mas já adianto o final da história: o cara foi preso. Sabe como? Depois do acidente na cozinha, ele próprio resolveu ligar para o órgão que trata de energia nuclear lá na Suécia para trocar experiências e ver o que ele poderia fazer para garantir a segurança da operação.
Dez minutos depois da ligação uma equipe da SWAT sueca, junto com a divisão de controle de danos sueca e o equivalente à Liga da Justiça sueca estavam no apartamento do cara.
Feliz da vida, ele lamenta não poder mais continuar o experimento, mas comemora o fato de ter ficado famoso.
Louco. De. Pedra. E o cara é meu vizinho aqui no blogspot:
E já que tocamos no assunto Suécia, segue uma foto de uma fantástica loura sueca aleatória - pra não desperdiçar nem o tema, nem a oportunidade.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vovô Gengis


Um fato que só é conhecido por 13% da população mundial é que 50% das estatísticas são falsas, mas uma recente descoberta chamou minha atenção pelo fato de provavelmente ser verdade (84,3% de chance): 4% da população mundial é, de alguma forma, descendente de Temujin, o Gengis Khan.

Gengis Khan você conhece, claro. É o mongol doidão que conquistou meio mundo em mil duzentos e alguma coisa, com a desculpa de que os cavalos de sua região precisavam de pasto. O argumento era fraco, mas os arqueiros do sujeito matavam todo mundo a 500 metros de distância, o que limitava muito a discussão sobre o assunto.

Fato: brilhante estrategista militar, Gengis conquistou nada menos que a China (que tinha muralha e tudo, mas não adiantou), país mais populoso do mundo.

Fato: Gengis Khan comia todo mundo e acredita-se que teve centenas de filhos.

Fato: uma parte desses filhos se espalhou pelo império do pai e também comiam todo mundo.

Especulação: se você é bom de conta já reparou que centenas de filhos vezes milhares de netos dá gente pra cacete. Alguém com muito tempo livre resolveu botar tudo na ponta do lápis e saiu a conclusão de que 4% da população mundial (incluindo aí mais de 30% da população da Mongólia) tem direito a entrar na justiça para reclamar um pedaço da herança do conquistador mongol.

Já acionei meu advogado e ele acredita que é possível provar que a compulsão que tenho de invadir e conquistar Anápolis é genética. Além disso, é quase certo que uma trisavó minha, em um verão muito louco, teve um caso com um criador de porcos da Xixia, primeira região conquistada por Temujin.

Em todo caso, mesmo com um forte elemento jurídico a meu favor, é pouco provável que o governo Chinês tope devolver o país, mas estou pedindo para todo mundo dar uma checada em sua árvore genealógica, pois se juntarmos gente suficiente, meu advogado acredita que podemos tentar um acordo.

Ou, na pior das hipóteses, invadimos Anápolis. Vovô Gengis ficaria orgulhoso.

Agora, olhe bem a foto e veja se não é a minha cara.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

De volta com estilo

A montanha russa que chamamos de vida me preparou algumas surpresas e o blog andou parado.

Estava pensando em uma maneira para voltar em grande estilo e nada parecia ser grandioso o suficiente para justificar o tempo parado.

Finalmente lembrei que, na era da internet, tentar ser criativo e original é perda de tempo. Digitei "fucking awesome" no google e, na aba de imagens, encontrei a figura abaixo.

A internet está sempre certa. Nada é mais fucking awesome que um raptor cavalgando um tubarão branco carregando um RPG!



Breve novos posts!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Obama Vs Osama

Gente, mataram o Osama!

Sei que não é novidade, mas se você lê o Ninguém Perguntou pra saber das novidades, sinto dizer, mas você é uma das pessoas mais desatualizadas da face da terra.
Mas, enfim, mataram o Osama!

Até imagino o diálogo no rádio da equipe de operações especiais:
— Capitão, cabo Johnson aqui, a micro câmera que passamos por baixo da porta indica que Bin Laden está desarmado, acompanhado de mulheres e dois assistentes, todos desarmados.
— Ok, Johnson. Suas ordens são para entrar e capturar Bin Laden com vida.
— Hã? Com vida?
Do outro lado do rádio, risadas. Esse Johnson era demais: caía em todas!
— Claro que não, né Johnson! Kill the Mother Fucker!

E os americanos iam perder essa oportunidade de enterrar (literalmente) o assunto?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Calendário cristão

Fico impressionado de ver como os feriados cristãos são democráticos. O nascimento de Jesus Cristo convive tranquilamente com um velho de barbas brancas vestido de pijama vermelho e o incentivo ao consumo dos presentes. O Carnaval mistura a tradição do jejum e penitência com o povo andando seminu pelas ruas e fazendo sexo com estranhos. Mas nada bate a Páscoa.

A Páscoa, em tese, é a celebração da ressureição de Cristo – o momento máximo da fé cristã. Tudo a ver com coelhos carregando ovos de chocolate, certo? Claro, claro, se você for atrás dos simbolismos, você vai descobrir que o ovo significa vida nova e que o coelho significa fertilidade. Mas não interessa a justificativa, o resultado final é absurdo: ressureição, coelho, chocolate e ovo!

O mais impressionante é que funciona. O que prova que qualquer maluquice é vendável desde que a equipe de marketing tenha o orçamento adequado. Eu podia citar agora alguns exemplos (de presidentes a programas de televisão), que fazem até mais sucesso que a Páscoa e tem ainda menos sentido, mas não quero criar confusão.

Então, sem citar exemplos, eu diria que o Lula, o Big Brother e o Coelhinho da Páscoa dizem muito sobre a nossa credulidade, o poder de convencimento da mídia e a nossa necessidade de construir mitos. O coelhinho, pelo menos, é peludo e fofinho (se bem que tem gente que acha a mesma coisa do Lula).

Enfim, feliz Páscoa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dicionário

Definição da minha filha de dicionário: é um lugar que explica as palavras que a gente não conhece com uma porção de outras palavras que a gente não conhece.

Achei sensacional!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O melhor absorvente do mundo

Há pouco tempo atrás fui assaltado por uma senhora por volta dos seus 60 anos e olhos arregalados. Assaltado no sentido de arremetida súbita, não de roubo. Enfim, a senhora me entregou um folheto e queria porque queria me vender um pacote do absorvente íntimo Anion. De acordo com ela, o melhor absorvente do mundo.

— O melhor do mundo? – perguntei sabe lá Deus por quê.

Ela respondeu que sim e, para provar seu argumento, disse que o absorvente era capaz de acabar completamente com cólicas menstruais, dores de cabeça, TPM, estresse, cistites, ardência, inflamações ou alergias (ou um ou outro... Seria aleatório ou à escolha? Não perguntei...), mau odor, dor nas costas, estado febril, disfunção hormonal, ciclo irregular ou intenso, leucorréia e MUITO MAIS!

— Muito mais? – eu tinha que perguntar.

Claro! Eu ainda tinha dúvidas? A nova tecnologia do Anion era capaz de eliminar bactérias, aliviar a fadiga, acelerar o metabolismo e fortalecer o sistema imunológico. E o homem que voa gosta muito desse produto!

— O homem que voa? O Super-homem?
— Não, o japonês! O que luta e voa nos filmes... Qualquer coisa Li.
— Jet Li?
— Esse!

Tudo bem que o Jet Li é chinês, mas depois deste argumento a mulher havia me convencido.

— OK, me dê um pacote.
— Sua mulher vai adorar!
— Minha mulher, nada! Esse negócio é muito bom – estou comprando um pra mim!

Os olhos dela brilharam. Um novo mercado se abria e o potencial de faturamento do seu produto tinha acabado de dobrar! Ela saiu correndo, a cabeça fervilhando de idéias para um novo e mais completo discurso de vendas – e nem me cobrou o pacote.

E, não, não estou usando. Embora uma consulta rápida na Internet tenha corroborado uma boa parte do discurso da vendedora – incluindo a parte do Jet Li! Que coisa!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sob nova direção

Então... Uma mulher na presidência da República. Pois é.

Quem lê o Blog sabe que não sou lá muito fã do PT, mas quando o Lula assumiu, eu consegui sentir o peso histórico da coisa: um cara vindo das classes trabalhadoras, sem instrução formal, etc.

Mas a Dilma me causou a estranha sensação inversa de que ficamos historicamente menores. Talvez porque antes de ser mulher, ela é a Dilma. E a Dilma é um pacote que inclui o Zé Dirceu e os últimos escândalos da Casa Civil. A Dilma não á apenas uma pessoa – é uma entidade.

Claro que a tendência, e uma das consequências da solidão do poder, é que a Dilma fique, com o passar do tempo, cada vez mais Dilma. Aí vamos ver o que acontece.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

O ano começou mais ou menos, aí foi indo, aí ficou bom e depois ficou ótimo. Mas passou um pouquinho foi ficando ruim de novo, aí piorou, aí melhorou, aí piorou, aí aconteceu um negócio espetacular, mas foi alarme falso. Depois melhorou, piorou, melhorou, melhorou, piorou e tá com cara de que vai terminar bom.

Veja o gráfico detalhado:

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Post que quase não rolou

Pensei em fazer um post sobre as eleições.

Falar sobre a Weslian e sua luta para defender a corrupção, sobre o Tiririca, sobre os encontros casuais de 4 em 4 anos na zona, sobre o debate desanimado e sem sal, sobre as sobrancelhas da Marina, as barbas de molho do Serra e o sorriso corrigido da Dilma (continua feia que dói. Um bichinho de pelúcia do Serra só não venderia mais que um da Dilma porque o da Dilma não seria vendido, viria de brinde com um do Lula, que seria sucesso de vendas).

Pensei em fazer e acabei fazendo, mas vai ser um post curto. Infelizmente, esses nossos políticos estão a cada dia que passa merecendo menos o meu tempo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Biscoitinho

Casado há oito anos com a Claudete, a quem ele chamava de Biscoitinho, o Pascoal achou estranho quando o garçom perguntou para a sua esposa:

— O de sempre?

— Ué, Biscoitinho, que intimidade é essa com o garçom? É a primeira vez que a gente vem a esse restaurante!

— Iiih, Piscuxo – a Claudete chamava o Pascoal de Piscuxo – Venho aqui direto com o pessoal do trabalho.

No caminho pro motel (coisa que eles não faziam há uns dois anos), o Pascoal se perdeu, mas a Claudete socorreu-o a tempo:

— Vira aqui!

Na suíte, Pascoal ficou admirado com a desenvoltura da esposa. Sabia onde ficava tudo: do chinelinho ao bar embutido no armário. Sabia até qual o canal do filminho de sacanagem! Na cama, mais surpresas: sua esposa mostrou uma elasticidade e disposição só equiparáveis à época de namoro, exigindo o máximo do pobre do Pascoal, que sentiu até câimbras e deu um jeito no ombro.

Pascoal não falou nada, mas, por via das dúvidas, parou de chamar a Claudete de Biscoitinho. E ela nem reparou!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cueca cheia

A seleção da Holanda tem a vantagem de ser regular e sem nenhum perna-de-pau. Além disso, são frios, não sentem muito a pressão do jogo e tem dois excelentes jogadores: o Roben e o Snider (esse último um craque). Além disso, o goleiro é bem acima da média e já salvou o time diversas vezes.

Mas a melhor qualidade do time nessa Copa é ser cagão. No fim do jogo, as cuecas laranjinhas voltam cheinhas pro vestiário. Desse jeito, vão acabar sendo campeões do mundo, embora eu prefira a competência da Alemanha.

sábado, 3 de julho de 2010

A Copa do Mundo é nossa!

Primeiro sobre o Dunga.

O maior erro é achar que alguém que nunca foi técnico de futebol pode ser técnico da Seleção Brasileira. Experiência é importante e não tem nada a ver com competência, pois o Dunga foi até competente, com muitas vitórias no caminho, mas na hora de mostrar liderança, foi o primeiro a perder a cabeça.

Ele estava nervosíssimo na estréia contra a Coréia, catatônico, encostado ao banco de reservas. Depois arrumou confusão com a imprensa, falhou em ver o que acontecia no jogo enquanto esperneava e não conseguiu ter flexibilidade, malícia ou inteligência. O Brasil cair na catimba da Argentina ainda vai (os caras são profissionais), mas perder a cabeça com a catimba da Holanda é muito destempero. Manter o Felipe Melo no time depois do show dele contra Portugal Também não foi prudente, mas a teimosia é também recurso do líder inexperiente, que administra tudo de forma personalista e não profissional. Claro que a união é um elemento importante em uma equipe vencedora, mas não pode ser o único elemento.

O Brasil teve futebol, teve o Kaká até dando pro gasto, teve o Gilberto Silva surpreendendo, teve um primeiro tempo espetacular, teve raça, teve determinação, mas não teve nem o equilíbrio emocional da seleção de Gana, por exemplo, que não desmoronou em campo depois que o Uruguai empatou o jogo – esse assim um jogão da Copa.

Merecemos voltar para casa e espero que tenhamos aprendido uma lição: experiência é fundamental (E até os argentinos, que escolheram o técnico mais improvável para a sua seleção, sabem disso. Não é à toa que na comissão técnica da Argentina está o técnico que foi campeão em 86).

Agora, sobre o Felipe Melo.

Não dá pra esconder, o jogo seria outro sem a presença dele. O Brasil poderia perder, claro, mas acho que teríamos feito um papel melhor. Marcamos nosso primeiro gol contra em copas – e o Felipe conseguiu ser o único jogador na história da competição a fazer gol contra e ser expulso no mesmo jogo. É muito prejuízo. E o depoimento dele ao final do jogo foi ainda mais triste, ao afirmar que a expulsão não foi justa porque ele não quebrou a perna do Roben...

Sobre a seleção.

Não conseguiu empolgar nessa copa, fazendo uma campanha pior que em 2006 (menos pontos e menos futebol). As vitórias foram contra times fracos (embora tenha até jogado razoavelmente especialmente contra o Chile e a Costa do Marfim) e, nas duas oportunidades que teve, contra Portugal e Holanda, empatou e perdeu. Se juntou às decepções da Copa, guardadas as devidas proporções, já que França e Itália bateram o recorde, sendo eliminadas na primeira fase.

Pra quem defende o Dunga, o Lula e todos os marinheiros de primeira viagem que escalam degraus por motivos políticos ou pessoais (e não por qualificação): não é porque dá certo de vez em quando que é certo. Pode ter certeza – se algo deu certo com a pessoa errada, teria sido muito melhor com a pessoa certa. Claro, claro, toda regra tem exceção, etc. Mas me diga uma coisa: se você estivesse escolhendo uma babá para o seu filho você preferiria alguém com boas referências ou uma pessoa muito simpática que está sendo babá pela primeira vez? Pode responder honestamente, não tem ninguém olhando.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Falem mal, mas falem de mim 4

Enquanto a propaganda do Visa Electron é ótima, com os mariachis (ou algo parecido) cantando o jingle "que coisa triste", a do VISA institucional é menos interessante. Mais uma vez, é muito bem produzida e tem a narração do Antonio Fagundes, mas o texto é estranho.

A primeira coisa estranha é a utilização do slogan em inglês, "Go", que não funciona muito bem em português: "Mais pessoas vão com visa". Vão pra onde? Em tese seria para qualquer lugar que elas queiram, contanto que paguem, mas não acho nada genial, não. Porém, o problema do texto não é esse.

O comercial diz basicamente o seguinte: enquanto o resto do mundo espera o jogo acabar, espera pela próxima geração de craques, espera na fila para ser campeão, o Brasil comemora comprando com VISA. Um discurso estranho porque é arrogante, com clima de já ganhou e estabelece uma relação muito forçada entre comemorar um jogo de futebol com usar cartão de crédito. Não é horrível, mas a mensagem é enviesada e, no fundo, não diz nada.

Tchau Inglaterra!

O humor inglês é ótimo, embora muitas vezes de mal gosto e agressivo e às vezes, é ótimo justamente porque é de mal gosto e agressivo.
Mas achei essas duas fotos que estão circulando pela internet muito inteligentes e bem-humoradas. Pra dividir com a galera.