sábado, 21 de fevereiro de 2009

Twain

A frase do post anterior não é de Charles Dickens, mas de Mark Twain que é, possivelmente, um dos maiores frasistas de todos os tempos ao lado de Groucho Marx e Oscar Wilde. O Lula também é muito bom de frases, mas por outros motivos.

Como é carnaval e ninguém tem tempo de ler muito, separo algumas das frases do Mark Twain pra você se distrair. Se você ler uma por dia, terei tempo de sobra até escrever alguma outra coisa por aqui.

Por trás da ironia e do sarcasmo, existe uma quantidade de realidade absurda por trás das máximas de Twain. Em suma, são brilhantes. E aqui vai uma regra para a leitura das frases de Twain: quanto mais você discordar do enunciado, mais ele se aplica a você.

"Quando em dúvida, fale a verdade."

"Tudo o que você precisa na vida é ignorância e confiança, e daí o sucesso é assegurado."

"A diferença entra a verdade e a ficção é que a ficção faz mais sentido."

"Prefiro o paraíso pelo clima, o inferno pela companhia."

"A única maneira de conservar a saúde é comer o que não se quer, beber o que não se gosta e fazer aquilo que se preferiria não fazer."

"A prosperidade é a mais certa fonte de insolência que conheço."

"A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau."

"Em certas circunstâncias, um palavrão provoca um alívio inatingível até pela oração. "

"Não te separes das ilusões. Quando elas se forem, talvez continues a existir, mas é certo que já não viverás."

"Não existe nada mais chato do que duas pessoas que continuam falando quando você está interrompendo. "

"Seja virtuoso e serás excêntrico."

"A Bíblia nos ensina a amar o próximo e também a amar nossos inimigos provavelmente porque eles são, em geral, as mesmas pessoas. "

"Supor é bom - descobrir é melhor."

"Aos estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim."

"De todas as espécies a humana é a mais detestável. Pois o homem é o único ser que inflige dor sabendo que está causando dor."

"Descuida-se do traje, se quiseres, mas conserva limpa a alma."

"Em questões de Estado (e de poder), cuide das formalidades e pode esquecer as moralidades."

"Vivamos de tal forma que, quando morrermos, até o agente funerário sinta saudades."

"O homem é o único animal que se envergonha, ou melhor, que tem motivo para se envergonhar."

"São necessários o inimigo e o amigo juntos para ferir-te no coração."

"A melhor maneira de animar-se é animar todo o mundo ao seu redor."

"Quem só tem martelo pensa que tudo é prego."

"Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade."

Reflexões acerca do Ninguém Perguntou

Me pergunto se ainda tem alguém que lê alguma coisa aqui no Ninguém Perguntou. Teve um tempo no qual isso aqui fervia de comentários. Todos do Fred e do Javier, claro, mas ainda assim, comentários suficientes para dar vida ao blog.

Naquela época as crônicas eram quase diárias e, só não eram diárias por absoluta falta de oportunidade, pois a cabeça fervia de idéias para escrever. Bons tempos, bons tempos.

Mas não vamos falar do passado, pois o danado é uma companhia traiçoeira. Ele tem um papo agradável e interessante, mas, quando você menos espera, ele se vai e te deixa sozinho, normalmente em um lugar do qual você não sabe voltar. No passado está tudo o que você quer e nada do que você precisa e, por isso, é muito agradável nas férias, mas não é aconselhável morar lá. Olhemos para frente, então, para o futuro do Ninguém Perguntou.

Bem, se um dia eu parar de escrever é porque estarei morto. E caso haja uma caneta ou teclado no além, possivelmente continuarei a escrever por lá. Se houver conexão de internet, continuarei postando aqui no site também (se eu for para o inferno será mais fácil, pois tenho certeza de que o Diabo participa de várias comunidades do Orkut).

Porém, não posso me comprometer em postar com a mesma freqüência de antes (a qualidade contudo dever permanecer a mesma: ruim). Os motivos são muitos, e vão desde coisas mundanas como o foco em outras coisas até um inesperado ataque de uma matilha de lobos (em pele de cordeiro, claro).

Mas, na verdade, existe um motivo mais forte que os demais que eu, obviamente, não direi qual é, pois a verdade é chata, desinteressante e não tem nada a ver com o que escrevo nesse site. A não ser, é claro, quando a carapuça serve – mas aí a culpa não é minha.

Essa é a tricentésima nonagésima sétima crônica do Ninguém Perguntou. Se não parei de escrever até agora, acho que não paro mais. Enfim, como diria Charles Dickens: os boatos sobre a morte do Ninguém Perguntou foram um tanto exagerados.

Ah... Nada como uma citação errada pra ir retomando a velha forma...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Goiânia pra todo lado!

No caminho de volta da Pousada do Rio Quente (sim, eu estive lá nos últimos dias, caso contrário não poderia estar voltando), uma placa de trânsito me chamou a atenção.

Você sabe como funcionam essas viagens ao interior do País (e pouca coisa é mais interior que o interior de Goiás): passamos por povoados e pequenas cidades com todo tipo de sinalização pitoresca. Do "Motel Topa's" à "Ofissina do Jeguinha" que, vale lembrar, também é borracharia, videolocadora (de VHS, claro) e vende doces caseiros.

Mas essas placas são produto de um povo necessitado e de pouca instrução e, além de perdoáveis, são sinal de uma simplicidade e astúcia que os arqueólogos do futuro escavarão avidamente. Eu as aceito, rio e me encanto com elas.

Já a sinalização rodoviária não pode ser vista com a mesma condescendência. Claro, no Brasil, perdura o hábito de perdoar muito e exigir poucos de nossos governantes. Inclusive, quanto mais perdoamos, mais nos afeiçoamos a eles – e nos dispomos a perdoar cada vez mais, como se o político fosse uma espécie de cachorrinho travesso.

Isso explica porque a popularidade do Lula não estremece nem mesmo depois dele menosprezar uma das maiores crises financeiras da história moderna. E talvez explique porque uma das placas de sinalização em um trevo apontava para Goiânia em duas direções diferentes.

Isso mesmo! Em determinado ponto da estrada, vi-me diante de uma placa que me informava (ou desinformava) que a cidade de Goiânia poderia ser alcançada tanto se seguíssemos em frente quanto se virássemos à direita. Isso poderia significar três coisas:

1. Durante minha estada na Pousada, Goiânia havia conquistado militarmente o Centro-Oeste, expandindo suas fronteiras e, portanto, todos os caminhos levariam à Roma, perdão, à Goiânia.

2. A placa está correta, e uma das duas estradas fará uma volta maior, sendo, portanto, mais longa que a outra. Como a quilometragem não estava disponível na placa, cabe ao viajante escolher na base da adivinhação ou conhecimento prévio do caminho.

3. A placa está errada.

Como o levante armado Goiano não havia acontecido, a placa deveria ser alterada e corrigida. E, já que começamos o assunto, a estrada de Luziânia deveria ser completamente reformada acrescentando-se á ela ao menos o acostamento.

Mas como também tão cedo não volto na Pousada do Rio Quente, não é mais problema meu. *


 

*Pensamento típico brasileiro que também explica o estado de muita coisa no País, mas não necessariamente espelha as opiniões do autor.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Uniforme

Não sei se alguém mais reparou, mas o Keanu Reeves tem uma espécie de uniforme pra fazer filmes de ficção científica e de fantasia: o terno e a gravata.

Foi assim no Matrix (mais no primeiro), no John Mnemonic, no Constantine, no Advogado do Diabo e agora no O Dia em Que a Terra Parou.

Para um ator mediano (estou de bom humor e vou evitar a palavra medíocre), usar a mesma roupa sempre não é um bom negócio, pois assim o personagem não varia nem na interpretação e nem na aparência. No entanto, isso parece não afetar muito a agenda do ator e nem a bilheteria de seus filmes.

E era isso o que eu tinha a dizer. Reconheço que não é lá grandes coisas para o primeiro post do ano, mas 2009 está apenas começando, gente.