terça-feira, 28 de abril de 2009

Enfático

Se o seu professor de Português foi bom, se você anda estudando pra concurso ou se você é meio esquisito e lê a gramática de vez em quando porque acha legal, deve lembrar-se do que é a função fática da linguagem. Se não lembra, eu explico: é quando a linguagem não serve pra nada, quando não comunica chongas, quando está presente apenas para abrir caminho pra comunicação de verdade. É a ante-sala do discurso, a entrada do banquete lingual, a preliminar da cópula comunicacional, o lubrificante para a introdução da mensagem, a... OK, chega, né? Por que será que minhas metáforas sempre acabam em sexo?

Vou dar até um exemplo que hoje estou de bons humores. O "oi, como vai?". Normalmente não estamos interessados em como a pessoa vai quando falamos isso. A frase serve apenas como introdução ao que queremos realmente dizer. Ninguém são chega falando imediatamente o que quer sem nenhum tipo de intróito. Socialmente, é importante que estabeleçamos contato antes de emitir a mensagem. Já pensou se você encontra um colega na rua que pára na sua frente e diz, simplesmente:

- Estou morando agora na 309 norte, meu telefone é 3325 55 63.

E vai embora sem dizer mais nada. Ninguém faz isso, certo? Bom, conheci um cara que fazia, mas ele também tinha a coleção completa de discos do Menudo. Enfim.

Então o como vai, o até logo, o tá quente hoje, o choveu e o hã-hã é tudo linguagem fática. Ou seja, utilizar a função fática de vez em quando, no começo e no final de sentenças é algo escandalosamente normal. E deixa implícita uma boa educação e um bom senso.

Porém, quando a pessoa te pergunta uma coisa e você responde outra, isso também pode ser considerado linguagem fática porque, afinal, não faz o menor sentido. Também é comum, mas bem menos desejável. Quando o discurso inteiro é fático, a pessoa é louca, distraída ou mal-intencionada.

Mas por que estou falando disso? Simples, porque hoje acordei com a impressão de que vivemos em um país fático, com um presidente fático, repleto de governantes fáticos. Mas deve ser só impressão.

Tchau.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Realidade alternativa

A primeira vez que bati os olhos no Big Brother decidi que era contra qualquer reality show. Depois, com o tempo, vi que eu era somente contra a degradação do ser humano para o divertimento dos outros e que, pelo mesmo motivo, nunca fui muito fã de show de calouros, Cidade Alerta e outros programas do tipo. Essa é a minha opinião atual sobre alguns realities, que pode mudar antes mesmo d'eu terminar de escrever.

Um aviso: tenho muitos amigos que adoram reality shows e isso não é uma crítica pessoal a vocês. Primeiro porque sou completamente idiossincrático e não tenho nada contra quem assiste. Segundo, porque o que escrevo a seguir é só minha opinião, que provavelmente está errada. Mas acho que não custa à gente refletir um pouco sobre o nosso entretenimento de vez em quando.

1. Big Brother – acho terrível. O programa não tem nenhuma contribuição cultural ou social (a não ser para o vencedor – e mesmo assim questionável). É um voyeurismo alugado e, embora as pessoas ali se disponham a isso, o fazem mais por conta do nosso culto ao sucesso que por qualquer outra coisa. Acho triste ter a audiência que tem, embora entenda seu apelo.

2. O Aprendiz – pra mim, é ainda pior que o Big Brother, porque usa a desculpa de um pseudo-profissionalismo para humilhar ainda mais as pessoas que participam. Sim, no mercado existem chefes babacas, mas não são todos e, nem de longe, os mais perigosos. Quem está ali para satisfazer o ego do Trump e do Justus não vai aprender nenhuma lição profissional importante – a não ser agüentar calado tudo o que seu superior te diz. Tá, essa é uma lição importante, mas você entendeu o que eu quis dizer. A versão com celebridades é um pouco melhor, já que elas estão, ao menos, acostumadas com a exposição na mídia (e os caras são mais engraçados), mas não vou bloquear minha agenda pra assistir, não.

3. Extreme make-over – a série começou com mudanças radicais na aparência de pessoas o que, a princípio (e em princípio), sou a favor, mas o sensacionalismo barato e a insistência em um modelo de beleza padrão, diminuía o valor social da produção em 20 (numa escala de zero a dez). Aí alguém teve a sensacional idéia de fazer um make-over em residências de pessoas necessitadas. Botaram um produtor de primeira, uma equipe envolvida, competente e engraçada e o programa é emocionante, interessante e tem como produto final uma benesse inacreditável para uma família. O Luciano Huck copiou e eu nunca vi a cópia, que me parece um pouco mais apelativa, mas ainda assim vale. O benefício final compensa. Gosto muito, já assisti e me emocionei.

4. Queer Eye for The Straight Guy – Os gays que ajudam um cara hetero a ficar menos brega e na moda (sair das cavernas) são divertidos e bem reais. O programa elimina preconceitos e diverte. É meio repetitivo, mas assisti de vez em quando e gostei.

5. Miami Ink – Estranho. A idéia é vender que tatuagem é arte e que cara tatuado não é necessariamente um bandido violento. Funciona até certo ponto, porque mostra toda uma cultura de um ponto de vista diferente. Mas, honestamente, é mais uma curiosidade que qualquer outra coisa. Assista uma vez e nunca mais. Mas imagino que possa ter uma identificação com outro público.

6. Os vários de carro e moto – Também montados em função de um nicho de público (maior que os dos tatuados) e também copiados pelo Luciano Huck. As cenas de novela, que mostram as discussões entre os especialistas são dispensáveis em minha humilde opinião, mas sei que tem gente que assiste justamente por isso. Poderiam ser mais focados nos carros pois são interessantes o suficiente pra isso.

7. Nerds e Patricinhas – Foi um dos momentos mais impressionantes da TV em minha opinião. Apelação total e, apesar disso, estranhamente cativante pelo enorme respeito que os participantes mostraram uns pelos outros. O apresentador tentou criar conflito o tempo todo, mas os nerds faziam questão de parabenizar os competidores e elogiar a beleza das meninas e, as meninas, genuinamente impressionadas com a inteligência dos nerds, também eram estranhamente simpáticas. Freak total – só é bom porque deu errado – fiquei com a impressão que os produtores queriam uma dinâmica diferente para o programa, mas a galera era muito tranqüila pra baixaria.

8. American Idol – A parte de seleção, embora eventualmente divertida, é um verdadeiro show de horrores e de humilhação. Não gosto e me incomoda, embora, confesso, ache muito engraçado algumas figuras que aparecem. A parte de exibição é muito legal. Os cantores têm um nível muito alto, os arranjos são muitas vezes bem bolados e os comentários do Randy são excelentes. Até o mau-humor do Simon é engraçado (não tanto quanto ele próprio acha, mas...). Poderia ficar sem a parte da novelinha e o tom sentimentalista ao extremo dos vídeos pessoais. Os vídeos dos ensaios são ótimos. Gosto. As cópias nacionais foram abaixo da média – menos qualidade musical e muito mais drama barato. Achei horríveis.

9. Top Model – Americana ou brasileira, tanto faz. Legal para as meninas – é uma oportunidade. Bem de nicho e um pouco exagerado (como todos os outros), mas me parece até mais profissional que os outros similares. As dicas e as tarefas são bem vinculadas ao universo da moda, mas poderíamos viver sem. Eu, pelo menos, poderia. Se bem que eu assistiria se tirassem a novelinha (as discussões, as fofocas, as cenas na "casa". Inclusive todos esses reality shows seriam melhores se não tivessem "casa" nenhuma, se fosse cada um pro seu canto depois das filmagens. Dentro dessa dinâmica o Big Brother, que só tem a "casa", acabaria. Lucro).

10. Os de cozinha – Poderia dizer que era mais um programa para público específico, mas não serei tão bondoso. O aspecto culinário é completamente secundário e os programas são todos embasados no mau-humor de um mestre-cuca ou de uma banca de jurados. Os prêmios são ótimos para quem participa, mas, assim como O Aprendiz, existem principalmente para inflar o ego de determinadas pessoas. Acho isso de baixo nível e desnecessário. O programa valoriza qualidades como arrogância, agressividade, falta de respeito, oportunismo (que é diferente de senso de oportunidade) e ganância (os mesmos princípios do Aprendiz). Nos de tatuagem e de carro o sonho e a qualidade profissional têm mais evidência. Nesse, os participantes são tratados como um bando de imbecis que estão tendo a honra de beijar os pés de um gostosão da mídia. Escroto.

11. Garota FX – um pretexto absurdo para objetificar as mulheres. As moças gostosas ficam à disposição de três juízes machistas que criam as provas mais humilhantes possíveis. A idéia é exibir o corpo das mulheres e mergulhar em diálogos fúteis e piadas machistas de terceira categoria. É o fundo do poço. Não perco um.

12. Os de encontros e casamentos – Me retifico. O fim do poço é aqui. Tem até um bem específico pra achar uma garota roqueira para o Brent Michaels. Terrível. O da Garota FX é escandalosamente machista e sabe disso. Trata-se de uma piada (infelizmente, as meninas que participam não sabem disso e levam a sério o negócio – o que é a nota deprimente do programa). O do Brent Michaels é machista e doente. Esses outros programas usam a solidão e a angústia humana como combustível. Acho triste e absolutamente aviltante.

13. Os de animais – Me retifico. O fim do poço é aqui. Cãobelereiros poderia até dar um documentário divertido, mas reality show não dá. Desespero de quem produz e de quem assiste.

14. E tem mais: os de salão de beleza, de swingers, de estrelas do mundo pornô, de sobrevivência na selva (tem um doido que pula de pára-quedas no meio da África e tem que sair de lá só com uma mochila), o que acompanha um navio do Green Peace (que quer afundar os baleeiros japoneses), um de uma velha (o qual não quis nem saber do que se tratava) , o das babás (também copiado no Brasil e até útil, mas não precisava de formato de reality show), mas esses estão abaixo do fundo do poço.

Mas, só para constar, acho todos eles melhores que o Big Brother, que está em primeiro na lista só por ser o mais famoso e por ser o responsável por todo esse absurdo televisivo. Detalhe: sou a favor do entretenimento de baixo valor cultural, pois, na hora de se divertir, às vezes é legal não pensar em nada mesmo, mas sou contra entretenimento de valor cultural negativo, no qual enquadro o Big Brother, o Teletubies e o Galvão Bueno.

sábado, 18 de abril de 2009

Lista

Tem duas coisas que eu queria fazer tem um tempo. Primeiro, uma lista. Pô, qualquer blog mequetrefe tem uma lista! E, segundo, falar sobre quadrinhos porque me pediram há uma data e eu tô só enrolando. Na hora já me veio a idéia: as dez mulheres mais gostosas dos quadrinhos! É óbvio, é machista, é sexista – é perfeito! Mas minha esposa começou a falar que o blog andava tão bom, tinha até poesia, que isso é coisa de nerd tarado, que o nível ia despencar... Tá bom! Tá bom! Eu, hein!

- Vou fazer então uma lista das dez mulheres mais bem-resolvidas e modernosas dos quadrinhos, pode ser?

- Aí pode.

- Com comentários do Sr. Babaquinha. Pode ser?

- Tudo bem... Hã? O quê? Peraí! Quem é o Sr. Babaquinha?

Tarde demais. Agora já falou que pode! Segue a lista então, moçada, em ordem decrescente. E aos onanistas de plantão: não se preocupem, são todas gostosas. Comentários de bom-gosto cortesia do Sr. Babaquinha (Babaca era o pai dele).

10. Brandy

Ela é inteligente, bonita, competente e de uma inocência hipnotizante. Ela exerce um silencioso domínio sobre todos os personagens masculinos de Liberty Meadows, incluindo os animais. Ela é de certa forma, o estereótipo da mulher perfeita levada ao extremo, com uma pitada de sadismo. Todos a desejam, mas ninguém pode tê-la. Ela nunca é indiferente, mas nunca entende nem aceita as cantadas. Sempre disponível, mas nunca alcançável. A vida é dura, mermão, a vida é dura.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Eu tomava até banho antes.



9. Mulher-Hulk

Uma das primeiras profissionais liberais do mundo dos quadrinhos (e põe liberal nisso), a Srta. Walters, prima do gigante verde maluco da Marvel ganhou, graças a uma transfusão de sangue, os poderes do Hulk, mas manteve o seu intelecto preservado. Advogada de sucesso, dona de um bom-humor a toda prova e de um apetite sexual compatível com o seu tamanho, a Mulher-Hulk vai, onde quer, se veste como quer, faz o que quer e come quem ela quer (entre eles, o Luke Cage e o Homem-Lobo).

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Ela é um espetáculo, mas eu não namoraria. Uma empolgadinha que ela der e eu posso acabar esquartejado. E a mulherada sempre se empolga comigo.

8. Susan Richards

Casada e superfiel ao marido, alguém poderia dizer que ela faz o modelito dona-de-casa. E esse alguém não poderia estar mais errado. Susan é a pessoa razoável que mantém o Quarteto Fantástico unido, dona de um senso prático que o maridão cientista alienado não tem e de uma personalidade imponente e marcante. Não é à toa que o Namor, príncipe submarino e o personagem mais convencido da história dos quadrinhos, arrasta uma barbatana por ela.

Foi a primeira super-heroína a ter filhos, é supermegahipermilionária, pode ficar invisível, tem um marido que pode deixar qualquer parte do corpo do tamanho que ela quiser e mesmo já tendo virado a curva dos trinta tá podendo usar roupa coladinha sem problema. Tá dando pra sentir a inveja da mulherada daqui de casa.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Sou doido por essa aí. Madura, segura de si e o marido é um bunda-mole (hahaha! Pegou? Homem-borracha, bunda-mole... Pegou? Cara, eu sou muito engraçado). Ainda tem o fetiche de poder fazer sexo em público com ela deixando os dois invisíveis – eu faria em cima da mesa do Lula!

7. Ultra (no meio)

Pearl vive em um mundo onde as mulheres são objetificadas, a mídia controla a opinião pública e o sucesso é medido pelo dinheiro que você tem. Ou seja, o nosso. Seu alterego é a super-heroína Ultra, que recebe salário de uma megacorporação para combater o crime e é obrigada por contrato a andar com roupas coladas e minúsculas que ficam entrando na bunda. O sucesso na carreira de super-heroína tem seu preço: sua vida amorosa é uma zona e ela é constantemente vítima dos tablóides. Alternando momentos de depressão com euforia, o maior sonho de Ultra é ser uma pessoa comum. Não consigo imaginar nada mais moderno que o modelo da mulher bem-sucedida deprê.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: De jeito nenhum! Já viu o filme Minha Super Ex-namorada?

6. Michone

A primeira vez que essa mulher aparece em The Walking Dead, o pensamento que passa pela sua cabeça é: ê sapatão braba (nada contra, mas também não vou mentir). Mas os personagens de Kirkman nunca são o que parecem e Michone prova ser não apenas hetero, mas que é tão quente na cama quanto fria na hora de matar... bem, qualquer um que se meta com ela.

Numa terra invadida pelos zumbis onde todo mundo anda armado até os dentes, ela anda só com uma espada (às vezes duas) e ninguém, eu disse ninguém, é mais escroto que ela. Deixa eu ser bem claro: se tem alguém que pode fazer o Chuck Norris travar o toba é a Michone. Leia The Walking Dead, é um favor que você faz a você mesmo.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Por mim, eu não encarava, mas se ela vier pra cima de mim não sou nem louco de dizer não.

5. Lucy in the Sky

Karolina é uma adolescente lésbica que, depois de matar os próprios pais (ei, os caras eram mais malvados que a Odete Roitman), descobre que era alienígena e se casa com um príncipe skrull. Sim, aquela raça que pode se transformar em qualquer coisa – e em qualquer um. No caso, qualquer uma. Independente, bem-humorada e com a vida toda ainda pela frente, é uma das personagens mais sedutoras do excelente quadrinho Runaways.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Di menor nem pensar, né?



4. Red Sonja

Depois de ser violentada e brutalizada, uma deusa vingativa concede a Sonja uma habilidade sobrenatural com a espada. A pegadinha – ela só poderá se deitar com o homem que conseguir vencê-la em um duelo. Pra ela tudo bem, ela não tá nem aí pra machaiada mesmo.

Tá, confesso que ela está muito mais pra peituda homicida que pra exemplo de mulher moderna bem-resolvida. Mas não dá pra deixar uma mulher dessas de fora da lista, dá? Não dá.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Ia ter que vencer ela em batalha primeiro e o único tipo de espada que eu consigo levantar não ajuda em nada numa briga.

4 (de verdade) Botei a Sonja aí no meio só pra ver se passa batido. Speedy

A tradução do nome para o português foi infeliz: Ricardita, mas Rapidinha também não ia ficar lá essas coisas. Mas pra você ver como essa menina tem personalidade, nem o nome besta e nem a aids (sim, ela tem aids) a impediram de entrar para Os Novos Titãs e de conseguir ser treinada pelo ranzinza Arqueiro Verde. Com um passado complicado (que envolve drogas e prostituição), Mia Dearden (seu verdadeiro nome) não se deixa abater e tem sempre uma resposta na ponta da língua - mesmo quando não perguntam nada a ela!

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Outra di menor? Segue.


3. Francine (à esquerda) e Katchoo (ao centro - o cabeludo da direita chama-se David e é um milionário simpático e bocó)

Uma é cheinha e insegura, a outra é bissexual e foi garota de programa de alto nível. No universo de Strangers in Paradise, os estereótipos caem por terra e diálogos inteligentes são mais comuns que moedas de dez centavos. Os conflitos emocionais das histórias são bem reais e as personagens são cativantes e inspiradoras.


Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Juntas ou separadas?

2. Jessica Jones

Na página cinco da sua HQ de estréia, a Jessica Jones já estava protagonizando a primeira cena de sexo anal do universo Marvel. A ousadia da moça é algo fenomenal. Tirando os quadrinhos especificamente eróticos, nunca vi alusão a sexo anal em qualquer outro quadrinho americano. Eu não precisaria dizer mais nada, mas vamos lá:

Ela tem superpoderes, mas desistiu desse negócio de vestir roupas coloridas porque, cá entre nós, é de uma bichice sem tamanho.Tem sua própria agência de investigação, perde a paciência por qualquer dois centavos, teve uma filha com Luke Cage (sim, o mesmo que pegou a Mulher-Hulk), tem celulite, pinta o cabelo, de vez em quando enche a cara, tem dificuldades de se expressar verbalmente, mas tem uma ótima intuição e é charmosa, mas muito charmosa mesmo. Michael Bendis realmente se superou na criação do personagem.

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: Hm... Sexo anal... Hã? Falou comigo? Distraí total!

1. Marzikeen

Sabe os Lilins? Uma raça de demônios tão barra pesada que foram expulsos até do inferno? Pois é, ela é a chefe deles. Ela já entrou em guerra contra as manifestações físicas da psique humana (e ganhou!), beijou Lúcifer na boca e matou um Deus oriental. Ah, sim, e o marido dela era um figura que conseguia ler os pensamentos de Deus! E ela deu um pé na bunda do cara, sem cerimônia. Não tem mulher mais independente, confiante e fodona que ela, que, além de tudo, é supereducada e raramente levanta a voz.

Tá... Ela é um pouquinho assustadora, mas ninguém é perfeito, né?

Índice de degustação do Sr. Babaquinha: ...cê tá maluco? Não me compromete, rapaz, não me compromete.


Vejam vocês que a nossa primeira colocada espantou até o Sr. Babaquinha, que é um adolescente com os hormônios mais destemperados que hambúrguer do McDonalds. Ou seja, está comprovado que mulheres bem-sucedidas, confiantes e bonitas intimidam os homens. Mas só nos quadrinhos, na vida real é bem diferente. Ou não é?

Eu prometeria subir o nível nos próximos posts, mas eu estaria mentindo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Númeno

Estava o nomarca, à noite, no seu nomarcado quando o nômade nomante, sem ser nomeado, abriu sua nômina, de onde tirou uma nominata novinha, novinha.

Deitou o noitibó a enumerar os nomes nobiliários, sem nuance nem norma. Lá pelo noningentésimo, notou o nababo nonarca que nada naquilo era normal. Chamou, naturalmente, o noologista e o nosologista. E, por neurose, o numismata, o necromante, o normando, o noctâmbulo, o nominalista, o nudípede e Nunes, o nudista.

Nutridos do nuto do nonarca, noticiaram os nove ao nóxio nômade que seu destino era o nosotômio.

- Nunca! - E, não sem nocividade, nocauteou os nove notáveis.

E, num nanossegundo, notou uma nau ao norte, num naco nadível do Nilo. E nela navegou. E mais nada.