quarta-feira, 14 de junho de 2006

Conseqüências

A péssima atuação do Ronaldo Fenômeno no jogo de ontem trará conseqüências. Para a Copa e para o País. Na Copa, podemos resolver mais facilmente, graças à presença do Robinho no banco, mas e o Brasil, como é que fica?
Na primeira oportunidade, o Lula virá a público para dizer que tinha razão. “Não falei?”, declarará. E o povo brasileiro, ansioso como está para apoiar o nosso presidente, não tardará a achar que o Ronaldo gordo é mais um motivo para a reeleição. Afinal, qualquer desculpa serve para preservar o Lula de tudo o que está acontecendo na nossa pátria, hoje, mais do que nunca, de chuteiras – e vendas nos olhos.
Tornou-se comum ouvir de defensores lulistas que “em todos os governos se roubou. Só no do lula as coisas são investigadas democraticamente e vem a público”. Em outros governos, coisas foram investigadas também. Descobriu-se menos, é verdade, mas puniu-se mais – Collor foi afastado. No governo Lula, descobriu-se mais, continua-se descobrindo (apesar de algumas iniciativas do governo de botar panos quentes) e o agravante é que continua não havendo punição. Além do que, roubar menos ou roubar mais continua sendo roubo. Não me satisfaço com um governo que também rouba, quero um que não roube de jeito nenhum. Ou, pelo menos, um no qual os roubos descobertos sejam punidos. Utopia? Talvez. Mas não era essa a promessa do PT?
Instituições paralisadas, investimentos astronômicos em publicidade institucional e cortinas de fumaça, como o Fome Zero. É claro que uma ou outra coisa ainda funciona, especialmente o que não foi muito alterado dos governos anteriores, como a economia e... Ahhh, mas é Copa do Mundo e ninguém está nem aí para política. Hoje, nada é mais importante que botar o Robinho no lugar do gordo.

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