sábado, 27 de agosto de 2005

Amigos Virtuais

O blog Ninguém Perguntou foi criado há 52 crônicas atrás. Não sei quanto tempo dá isso em cálculo de gente, mas já é alguma coisa. Durante este período, cadastrei 70 leitores para os quais envio – com uma regularidade questionável – boa parte do que escrevo.

Sei que o site é acessado por uma parte desses setenta leitores e assim vamos vivendo em harmonia. Eu aqui escrevendo e vocês aí lendo.

A questão é que, até pouco tempo atrás, não tinha me dado conta que, na verdade, meu blog está hospedado em uma comunidade virtual. Uma comunidade onde as pessoas se falam, trocam idéias, namoram, enfim, se relacionam.

Nunca fiz nada disso.

Sinto-me como um Robinson Crusoé do mundo bizarro, que naufragou em uma ilha habitada - o Japão, por exemplo – só que, como não falo japonês, continuo agindo como se estivesse sozinho no meio desse povo todo. Construindo minha casa na árvore, marcando os dias no coqueiro e pescando para sobreviver. Eu não participo da tal comunidade virtual. Quer dizer, não participava. Certo dia, um dos nativos do 1grau resolveu ver que diabos eu estava fazendo ali, naquele blog, alheio ao que acontecia à minha volta.

DoceKarine foi minha Sexta-Feira. Alguém que me alertou que pode ter muito mais gente vendo o que estou fazendo e que é melhor eu parar de andar de cueca e deixar de pescar no lago com a lança e ir ao supermercado, como todo mundo. Ou seja, talvez seja interessante me adaptar.

Como o Sexta-Feira do Crusoé, ela, na verdade, não me disse nada disso, mas me mostrou o caminho com suas ações. Ela tomou a iniciativa, me convidou para ser seu amigo e mandou mensagens simpáticas. Foi muito bacana. Meu primeiro contato com a civilização virtual.

Esta crônica é meu presente para todos os anônimos que tiveram a curiosidade de vir olhar minha casa na árvore. Desculpe se não dei a atenção devida a vocês, foi pura distração. Mas podem entrar, fiquem à vontade, só não reparem na bagunça. Ainda não tem cerveja, pois tô me adaptando, mas tem coco e água de chuva. Também não reparem nos macacos, já chamei o Ibama. Mas podem entrar, sem cerimônia. E, Karine, pode entrar sem pedir licença – você já é de casa.

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